Nós estávamos a precisar de gasóleo, eles estavam a precisar do nosso electricista, para ajudar o do Santa Cristina numa avaria. No mar temos de ser uns para os outros, não há outra solução. Ninguém de terra nos vem ajudar e a deslocação do navio para o porto mais próximo, sai demasiado onerosa.
Assim sendo, recebemos o gasóleo e emprestámos o nosso electricista, que por lá andou cerca de uma semana. A transfega entrou pela noite dentro.
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| Aí vem o Santa Cristina |
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| O Zé Costa e o Amaral vão fazer o serviço |
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| O nosso capitão, Manuel Mamede e o imediato, João Branco |
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| Vai começar |
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| Vêm alguns mantimentos |
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| Como cenouras, por exemplo |
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| Tudo pronto para a manobra de transfega |
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| O serviço é uma festa para as tripulações |
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| É uma forma de revermos velhas amizades |
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| E é algo que quebra definitivamente a rotina |
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| A boia com a guia |
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| É recolhida |
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| E prepara-se o envio da mangueira |
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| Aí vai ela |
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| Pronto já está |
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| Mangueira do combustível e cabo de ligação |
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| Pode começar a transfega |
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| Alexander o nosso electricista |
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| Vai entrar no Santa Cristina pela escada Quebra-Costas |
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| É fixe! |
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| E a transfega entra pela noite dentro |

















































































































