quarta-feira, 14 de junho de 2023

Ovas de bacalhau cozidas com todos

 


  Antes da próxima viagem, temos mais uma humilde refeição composta por derivados de bacalhau.

Estas humildes refeições aqui publicadas, são feitas com derivados de bacalhau e consumidas a bordo pelos marinheiros nas suas caldeiradas. Evitava-se ao máximo cozinhar os bacalhaus que se pescavam e faziam parte da carga, exepção para os impopulares sanapaios (bacalhau muito pequeno). Estes derivados eram por norma deitados fora. Estas publicações destinam-se a não deixar desaparecer estes pratos e mostrar a verdadeira gastronomia de bordo. Afinal estes pratos eram consumidos frequentemente, nas caldeiradas do pessoal do quarto depois de sair de serviço.

  Em terra inventaram a feijoada de samos, não é má, mas continuo a preferir estes petiscos de mar.

Andei uns anos na pesca do bacalhau e nos navios em que andei nunca vi uma feijoada de samos. Comiam-se de toda a maneira e feitio, menos em feijoada.

Nada como a cozinha gourmet de mar!


O material de suporte

As ovas de bacalhau

A cerveja não faz parte do cozinhado, destina-se a não deixar desidratar o cozinheiro

Coloca-se o material de suporte a cozer


Quando a batata estiver pré-cozida, mas ainda encruada

colocam-se as ovas

E a couve até cozinhar

Alguém toma conta da mesa


Parece não estar mal

A foto final

E a acompanhar


Mudança de paradigma

  

   Numa das viagens no Santa Mafalda, guardei todas as minhas fotos de mar num chassis  Lacie, com um disco rígido interno Western Digital de 1500 GB, novo. Não devia ter guardado todas as fotos sem cópias de segurança. O disco avariou, possivelmente com os muitos balanços de mar e perdi as fotos das viagens 85, 86, 87 e 88. Reclamei na loja onde o comprei e  a resposta foi, que a Western digital não assumia a responsabilidade, por o seu disco estar montado num chassis Lacie. Fiquei portanto sem as fotos, embora guarde o disco na esperança vã, de surgir um software que as permita recuperar. Parece que havia uma hipótese, só que por valores obscenos.

  Sendo assim, avancemos para a viagem nº 89 do Santa Cristina. De  notar que, nesta altura já se fotografava em RAW, permitindo um maior poder na edição de fotos, já que este formato tem muito  mais informação da foto e permite exportá-la em qualquer formato pretendido. Isto torna os ficheiros muito mais pesados, obviamente

  De salientar que todas as fotos publicadas neste Blog, são originais, da autoria de António Resende.


Um mascate (no léxico dos marinheiros) ou ganso patola 

!






  

domingo, 4 de junho de 2023

Boininhas de bacalhau guisadas

 


  Esta viagem deu cá uma fome, tivemos que fazer algo para a sossegar. Então, havia umas boininhas de molho, talvez seja melhor fazer algo para lhes dar um destino justo. Afinal estamos todos um pouco debilitados e precisamos de nos alimentar.


As boininhas

Os materiais necessários




Derrete-se um pouco de margarina no azeite

Junta-se a cebola e o alho

Não esquecer a pimenta

Nem a cerveja


Deixar refogar um pouco

Juntar as boininhas

Entretanto, cozer as batatas

E deixar o fogo trabalhar

E estão prontas

Sempre sob o cuidado


De alguém responsável



O resultado

Proporciona a foto final


quinta-feira, 1 de junho de 2023

Rumo à Galiza e a Vigo

 


  Estava completada a campanha de pesca, iríamos finalmente rumar a Vigo para fazer a descarga em Cangas. Os nossos companheiros do Santa Mafalda e os navios França Morte e Brites vieram despedir-se de nós, depois faríamos um derradeiro arrasto e rumaríamos a casa. As aves marinhas também se vieram despedir e acompanharam-nos um tempo. 

Tínhamos agora uma semana de viagem, em que  aproveitávamos o tempo para as limpezas e arrumações da praxe. O navio à chegada a terra iria com um aspecto limpo e arrumado, como se nunca tivesse saído do cais.



A malta vem-se despedir








O França Morte e o Brites














Há que recolher a chincha

A satisfação era evidente



Última sacada


O Rogério e o Contramestre de frio do Maroanjoca de passagem paraVigo

O Niculae


Outro transeunte que vinha a passar por ali








As aves vieram despedir-se de nós







E acompanharam-nos um bocado




Rumo às rias de Vigo