sábado, 5 de outubro de 2024

A regata D. Pedro Hotels, Lisboa-Machico 2002

 


    Largámos do porto da Figueira da Foz por volta das 02.00 da manhã, esperando pelo Cap Fúria de Francisco Calão, que vinha da Costa Nova e em cuja tripulação vinha José Artur S. Marcos. Chegados a Lisboa, houve tempo suficiente para abastecer o barco para a viagem, cuidar das eletrônicas cujas lojas estavam em Lisboa e assistir ao Briefing da regata no hotel D. Pedro. Houve um atraso deliberado na partida, devido a uma tempestade que estava a 20 milhas da costa. Não serviu de nada, a tempestade mantinha-se e ao sair da costa de Lisboa houve dois barcos que se destacaram. Isto segundo um navegador solitário português, num veleiro Belga, que estando a chegar a Lisboa vindo do Brasil, se entusiasmou e acompanhou a regata até à Madeira. Com efeito e segundo ele, destacaram-se ao começar a apanhar o temporal O Cap Fúria e o Hetaira, que saíram com um rumo determinado num estendal de panos ao vento. Foi graças a esse temporal, que permitiu ao Hetaira chegar num honroso 4º lugar, visto ser uma embarcação algo pesada para regatas.

  Quanto ao velejador português, alugou o seu barco no Machico a um português radicado em França e que estava em férias na Madeira. Acabou por ser acolhido no Hetaira, durante o tempo em que alugou o seu barco.


Chegávamos a Lisboa 

Havia preparativos a fazer


Rui Esteves na saída de Lisboa, decidido a enfrentar o temporal


Estava a ficar duro


Depois de uma noite de inferno, o tempo amainou

Os golfinhos de alto mar

António Sottomayor (foi nosso cozinheiro brilhantemente) e o seu sobrinho

O piloto Banal (nosso amigo) Tó Sottomayor e o seu sobrinho

Chegada a Machico

O Banal

Tó Sottomayor e Joana Paião

Machico

As castanhetas



Viagem às Berlengas e a Peniche

 


  Uma das turmas finalistas do curso de Vela Oceânica, pediu-nos para fazer uma viagem lançada, decidimos ir até Peniche com passagem pelas Berlengas. Na altura usávamos uma Canon subaquática analógica, para fazer um pequeno registo. Não havia tempo disponível para fotografar, havia quartos a cumprir (turnos de serviço), fazia-se o que se podia. Além disso o tempo estava fresco.




José Artur S. Marcos

O tempo estava fresco





Os alunos à esquerda Rui Esteves (o dono do barco) e José Artur S. Marcos

Os Faralhões



Apesar de ser o mais antigo, Rui Esteves apresenta-se de calções


quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Outros barcos marcantes

   


  Na Figueira da Foz existiam outros barcos, como o Pégaso um J-Boat do nosso amigo Jorge Marques, que nos convidou a experimentá-lo. Barco novo, com um potencial enorme pela proa.

  Entretanto na Costa Nova, Francisco Calão ultimava os preparativos do seu novo barco, Cap Fúria, para a regata à Madeira. Este barco resulta de um projecto próprio, elaborado por ele e mandado construir a um constructor local, o Zé de Pardilhó.



Na Figueira da Foz existiam outros barcos, como o de Jorge Marques (fato vermelho)

Era um J-Boat, novo




O Cap Fúria de Francisco Calão, projecto próprio, novo

Está a ser preparado para uma regata à Madeira

O Hetaira





  Corria o ano de 2002, quando velejávamos e dávamos aulas de vela de mar a gente, que tinha acabado de tirar a carta de alto mar. Nós dávamos a especialização em vela de mar e quando os alunos desmarcavam por algum motivo, aproveitávamos para dar umas voltinhas.
  O veleiro Hetaira, era uma escuna de 11,86 m, projectada pelo renomado arquiteto naval Ron Holland, https://ronhollanddesign.com/about/, de pavilhão norte americano, trazida para Portugal e para o porto da Figueira da Foz pelo seu proprietário e nosso amigo, Rui Esteves.






Luís Mexia e José Artur São Marcos

O Luís era um velho companheiro e foi convidado para esta voltinha





O autor do Blogue e Luís Mexia




O Hetaira

A piloteira da Figueira da Foz



José Artur S. Marcos (ao leme) foi piloto, Imediato e Capitão do Santa Mafalda





Aqui já com os instruendos


 

Reflexões

Pen Duick VI de Éric Tabarly

 Não fale de frio se você nunca navegou no inverno… 

Não fale de medo se você nunca enfrentou  marejadas, na escuridão  do mar... 

Não fale de alegria se você nunca voltou para casa, depois de meses navegando…

Não fale de mágoas se você nunca teve de deixar a sua família, pela imensidão do mar...

Não fale de beleza se você nunca navegou sob as estrelas…

Não fale de trabalho duro se você nunca foi marinheiro!