domingo, 6 de outubro de 2024

O regresso à Figueira da Foz e a casa

 


  Largámos de lagos durante a noite, fundeámos algures junto à falésia de Sagres para pernoitar. De manhã bem cedo, despertámos perante o cenário majestoso da falésia e partimos rumo a casa. Para tal, pretendíamos fazer um bordo largo para oeste ganhando posição, para depois fazer outro rumo ao norte e começar a galgar terreno. Durante a noite, cerca das 2 da manhã e estando eu de Quarto, ouvi um estrondo brutal que parecia vidro a quebrar, o mastro principal caiu ao mar. Imediatamente e enquanto o Rui saía da cabine para se inteirar da situação, fui lá dentro agarrei numa faca longa de cortar o pão  e comecei a cortar os cabos metálicos que prendiam o mastro ao barco, libertando-o. 

  Rumámos então a Sines com o motor a falhar constantemente, trabalhava durante uma hora e depois ia abaixo. Em Sines conhecia um Piloto da Barra, o Gravato, a quem pediríamos ajuda. Logo nos disponibilizou um mecânico, que  nos deu assistência e rumámos a Sesimbra. O motor continuava a falhar e sem o mastro principal tornava-se impossível seguir à vela. 

  Em Sesimbra procurámos nova assistência, mas o problema manteve-se. Decidimos então continuar a subir a costa até à Figueira  da Foz, trabalhando o motor durante uma hora e logo que este ia abaixo deixávamos arrefecê-lo, retomando o seu uso de seguida.

  Ao largo de Monte Real vimos uns golfinhos, que costumavam acompanhar o Hetaira durante as aulas ao largo da Figueira. A fêmea tinha tido uma cria e veio apresentá-la, acompanhando-nos até à barra.

  Estava feita a campanha, foi cerca de mês e meio de mar agora é tempo de descansar e prepararmo-nos para novas aventuras.



Ponta de Sagres



Ponta de Sagres


O Rui seguindo o GPS


Já em Sines após o desmastramento



Os golfinhos acompanharam-nos até à Figueira da Foz


Vieram apresentar-nos a cria nascida na nossa ausência

Já em casa alguém esperava por nós

 



O regresso ao continente e a Lagos



  Fizemos então a travessia para o continente, uma viagem tranquila em que o tempo só refrescou na aproximação à costa portuguesa e espanhola, de noite. Pelo caminho foram-se comendo uns bonitos (atum pequeno) que seguiam o barco. Nas zonas de calmaria, o motor só trabalhava durante uma hora e depois ia abaixo. Ao aproximarmo-nos da costa europeia, o tempo refrescou e deixámos de necessitar de motor. A motor fazia-se cerca de 5 Nós e à vela no mínimo fazíamos cerca de 7.5 Nós.

  Chegámos então a Lagos, onde deixámos os nossos companheiros e procurámos ajuda para resolver o problema do motor. O Rui conhecia o John (ex-SAS britânico), que vivia num pequeno veleiro e tentámos resolver a avaria. O John estava lesionado, então ouvíamos as suas explicações e depois voltávamos para bordo para as pôr em prática.



Rui Esteves ao leme

Participou na regata D. Pedro, há que descansar


O seu irmão também descansa




Entretanto pescou-se um bonito (pequeno atum) para o almoço

Os irmãos preparando-o


Em Lagos

Fundeámos cá fora

O Hetaira e Rui Esteves

Estava a decorrer uma regata




Embarcação com turistas




Na marina de Lagos

O amigo  da esquerda era pianista profissional

Eu, o John (ex-SAS britânico) e o Rui Esteves

 

sábado, 5 de outubro de 2024

Porto Santo

 


  Na ilha da Madeira disputava-se o campeonato nacional de cruzeiros, já não participámos, o Hetaira não era propriamente um regateiro, mas sim um barco de cruzeiro e ademais começámos a ter problemas de motor. Iriamos então para a ilha de Porto Santo, onde sairiam o Tó Sottomayor e o seu sobrinho para voltar ao continente de avião. Em seus lugares viriam os filhos de um amigo do Rui, acompanhados de um amigo deles. Um dos rapazes também participou na regata, seria um reforço valioso para a viagem de regresso ao continente.


A ilha da Madeira ficaria para trás




O Rui a seguir o GPS,  era um marinheiraço

Em Porto Santo iria fazer uns mergulhos



Deixámos a nossa marca, com uma frase de George Washington

A marina de Porto Santo



Chegaram os novos tripulantes