Quando o Contramestre decide enviar para a cozinha (ou o Cozinheiro decide descer aos quetos), uma ou duas cabeças grandes de bacalhau para fazer uma sopa.
Esta é a mais emblemática sopa de mar e também a mais conhecida em terra. Nem sempre da forma mais correcta, há quem diga que é uma sopa tão boa que é de chorar por mais. Nada mais errado, é uma sopa de peixe destinada a alimentar os pescadores em climas extremamente frios, que ao ser consumida em ambientes devidamente climatizados e devido à natureza da sua feitura, faz transpirar quem a come, daí o nome de chora. Não tem a ver com lágrimas, mas sim com transpiração.
Aqui vamos ver como uma das variantes é feita, o típico é com arroz, ou massinha de pevide. Esta foi feita com massinha de bolinhas, ou também designada por couscous. Gostos do cozinheiro!
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| Aqui nesta dose, cozeu-se meia cara (grande) |
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| Reserva-se a água da cozedura e desfebra-se a meia cara |
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| Meia Cara desfebrada |
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| Prepara-se a cebola, o alho e o tomate (no mar não há tomate fresco, usa-se o de lata) |
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| O estrugido começa com azeite e margarina |
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| Junta-se pimenta, sal, um pouco de piri piri e o tomate (generosamente, daí o nome!) |
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| Reserva-se a carne desfebrada e a massinha |
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| Junta-se a carne da cara ao refogado |
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| Adiciona-se a água quente da cozedura da cara |
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| Assim que começar a ferver, adiciona-se a massinha e deixa-se apurar |
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| E está pronta, convém deixar repousar um pouco |
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| A foto final |
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| Estava mesmo boa! |
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